Citotocixidade e atividade antiparasitária de Lygodium venustum SW

Maria Flaviana B Morais_Braga, Teógenes M. Souza, Karla K.A. Santos, Jaqueline C. Andrade, Glaucia M.M. Guedes, Saulo R. Tintino, Celestina E.S. Souza, José G.M. Costa, Antônio A.S. Saravia, Henrique E.M. Coutinho

Resumen


Doenças parasitárias infecciosas como leishmaniose e doença de Chagas tem se difundido nas últimas décadas a locais onde antes não se observava sua ocorrência. São consideradas negligenciadas por assolarem países pobres e serem marginalizadas farmacologicamente. O tratamento não apresenta muitas opções de fármacos e estes demonstram relevante toxicidade contribuindo para o aparecimento de diversos efeitos colaterais. A pesquisa com produtos naturais tem se mostrado uma interessante alternativa para a procura por novos fármacos. Lygodium venustum é uma samambaia cosmopolita de hábito lianescente encontrada na encosta na Chapada do Araripe, considerada por algumas populações americanas como planta medicinal para o tratamento de dermatoses, infecções, micoses e tricomoníases. Neste estudo foi avaliada sua atividade antiparasitária contra Leishmania brasiliensis e Trypanosoma cruzi, bem como sua citotoxicidade através de ensaios n vitro. Foram testadas a fração hexânica e o extrato etanólico obtido das folhas de Lygodium venustum em diferentes concentrações. Para os testes in vitro de T. cruzi, foi utilizado o clone CL-B5 e para Leishmania brasiliensis foram utilizadas formas promastigotas.
O ensaio de citotoxicidade foi realizado com linhagens de fibroblastos. L. venustum não apresentou atividade antiparasitária
clinicamente relevante na forma de extrato etanólico bruto nem como fração hexânica contra Leishmania. A fração hexânica
apresentou uma atividade intermediária contra T. cruzi, porém a concentração de efeito moderado possui citotoxicidade máxima
tornando-se inviável para aplicação clínica. Entretanto, a citoxicicidade apresentada poderá ser útil em pesquisas sobre atividade antineoplásica em células tumorais.

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Acta Toxicológica Argentina ISSN 0327 9286 (impreso) - ISSN 1851-3743 (en línea). Alsina 1441, Of. 302, (CP 1088), C.A.B.A. www.ataonline.org.ar