INTOXICAÇÃO POR DIQUAT

Rita Faria

Resumen


O paraquat e o diquat são herbicidas de contacto do grupo dos bipiridilos, utilizados largamente para controlo de ervas daninhas. A importância deste grupo de herbicidas reside na sua utilização frequente para fins suicidas e pela inexistência de antídoto ou tratamento médico específico. O envenenamento com diquat é muito menos comum que com o paraquat e por isso existem poucos casos descritos na literatura. A dose letal de ambos é sobreponível, contudo o diquat é considerado menos tóxico devido ao menor dano pulmonar. Por outro lado, o diquat tem efeitos tóxicos graves sobre o sistema nervoso central. Por este motivo os sinais de neurotoxicidade pelo diquat são os mais relevantes e incluem sinais de Parkinsonismo. O rim é a principal via excretora do diquat e a necrose tubular aguda é a lesão tipicamente identificada. A sobrevida depende de dois fatores: a concentração da substância no plasma e o tempo após a ingestão. O tratamento centra-se em três pontos essenciais: prevenção da absorção, rápida excreção e modificação dos efeitos tecidulares. A hemoperfusão é mais eficaz na clearance do diquat do que a hemodiálise e a sua utilização nas primeiras 12 horas de intoxicação pode reduzir a mortalidade.


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