As Políticas de “Reforma Agrária” no Brasil Recente (1995 – 2002)

Sonia Regina Mendonca

Resumen


O Brasil tem uma longa história de concentração fundiária, tal como outras áreas que foram objeto da expansão européia na América Latina e da conseqüente exclusão/extermínio das populações nativas, sobretudo a partir da consolidação do tráfico de escravos africanos, a partir de fins do século XVI. Também de modo diverso das demais regiões latinas, a colonização não promoveu uma migração expressiva de europeus que favorecesse a pulverização da posse da terra, nem tampouco a preservação das comunidades indígenas de produção, tributadas em trabalho e gêneros, porém detentoras do vínculo com a terra e os meios de subsistência. Neste contexto, é importante enfatizar que, no Brasil, as experiências da pequena propriedade e do trabalho familiar foram muito mais fruto de conquistas pontuais do que partes de uma tradição comunitária, à exceção das colônias do Sul, patrocinadas pelo governo imperial por razões de cunho defensivo-estratégico. No entanto, a ausência da experiência generalizada da pequena propriedade não impediu sua permanência no horizonte das expectativas dos trabalhadores rurais pobres em toda a história do país.


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Estudios Rurales. Publicación del Centro de Estudios de la Argentina Rural - Universidad Nacional de Quilmes(CEAR-UNQ) ISSN 2250-4001 . http://sociales.unq.edu.ar/investigacion/centro-de-estudios-cear/ Roque Sáenz Peña N° 352, Bernal, Provincia  de Buenos Aires Argentina. (CP: B1876BXD)