Al filo de la navaja: etnomusicología brasileña, investigación participante y educación popular audiovisual en Baixada Fluminense, Río de Janeiro, Brasil

Alvaro Neder

Resumen


Frente a la violencia física y simbólica impuesta a las poblaciones urbanas faveladas y periféricas en Brasil, este artículo defiende la actuación de la etnomusicología brasileña en su vertiente dedicada a la metodología participante. Inicialmente, presento algunos marcos de su trayectoria. A continuación, me refiero a trabajos que vengo desarrollando con esta perspectiva desde 2011, produciendo investigación y extensión con jóvenes de comunidades urbanas sometidas a violencias, explotación y desigualdades, especialmente en la vasta región metropolitana de la Baixada Fluminense (Río de Janeiro). En estos trabajos realizados por nuestro grupo Escucha Baixada, mediante la utilización de herramientas de la Educación Popular y de la Educación Popular Audiovisual, construimos colectivamente autorrepresentaciones y reflexiones críticas de estudiantes, músicos y otros residentes, que evidencian un reconocimiento de la violencia física y simbólica y de sus causas, producidas por las elites económicas. Además, verificamos la existencia –y pasamos a participar, con nuestro trabajo– de un activismo político que se expresa como una red afectiva y colaborativa de producción cultural/musical, a partir de la cual sectores de la población de la Baixada luchan contra la estigmatización y por la ciudadanía y el reconocimiento de sus contribuciones a la cultura. A partir de la evaluación de nuestro trabajo y de la respuesta que ha tenido el mismo, consideramos que la etnomusicología participante en el trabajo del grupo Escucha Baixada fue eficaz para producir investigación/extensión relevante para los intereses y necesidades de los residentes de la Baixada.

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